DIÁRIO DE UM OPERADO, PARTE 4
Perguntado, quando pequeno, sobre o que eu gostaria de ser ao crescer, era comum responder que queria ser aposentado: dormir até tarde, não precisar sair de casa, ficar literalmente de pernas para o ar, mas não era bem assim que eu imaginava...
Com as três cirurgias no joelho, já são mais pontos no corpo que muito trabalho de crochê; e parafusos suficientes para me preocupar com as entradas em bancos ou embarque em aviões. Já pus mais gelo na perna do que em copos das bebidas que tomei na vida. Também me acompanham, em tempo integral, três travesseiros e seis almofadas, as quais insistem em cair da cama no meio da madrugada me fazendo despertar nos poucos instantes em que pego no sono.
O único passeio que tenho feito é ir do quarto ao banheiro, e já estive perto até de esquecer a cor do sofá; resolvi isso indo à sala? Não, tive que ver em fotos mesmo.
As dores diminuíram um pouco e nesta sexta-feira tendem a diminuírem ainda mais: vou dar um verdadeiro passeio no hospital para a retirada dos pontos. Vai ser muito bom rever o cara que rasgou meu joelho, arrancou um tendão da minha perna, pegou uma furadeira e o furou com uma broca e depois finalizou com uns parafusos e fez alguns singelos lacinhos. Ele prometeu deslacrar o joelho. Mal consigo dormir de tanta ansiedade (na verdade é de dor mesmo).
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Distrações na TV
Dentro da teoria do "pelo menos" te consola em ter a TV a cabo e não ficar amarrado em ficar olhando o Video Show e a Sessão da Tarde e ficar sem programação depois da meia noite! Quando eu operei passei por tudo isso e a única opção era assitir até terminar a programação e de madrugada esperar até ás 5:30 começar o Telecurso na Globo.
E convenhamos até dá para ver o Vídeo Show dois dias, mas depois fica com a vinheta de abertura impregnada na memória por anos a fio!
Todas as partes
as coisas irão se ajeitar!
Grande abraço!!!